O vocábulo doutor vem do Latim docere ("ensinar"). No seu emprego primitivo, na Bíblia, designava aqueles que ensinavam a lei hebraica (os "doutores da lei"); em Lucas 1,46 (na trad. de João Ferreira de Almeida), os pais do Menino Jesus procuraram-no em Jerusalém e "o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os".
O uso de doutor como título acadêmico, no entanto, começou nas universidades medievais (Bolonha, Salamanca, Oxford, Cambridge, Sorbonne, Coimbra, Upsala) para designar os que tinham conquistado a autorização para lecionar. Esse direito se limitava, primeiro, à sua própria universidade, mas foi estendido, mais tarde, a qualquer outra (com as indefectíveis rivalidades e picuinhas que duram até hoje).
Primeiro houve os doutores em Direito ("doctores legum"), depois em Direito Canônico ("doctores decretorum") e, já no séc. XIII, em Medicina, Gramática, Lógica e Filosofia. No séc. XV, Oxford e Cambridge começaram a conferir também o doutorado em Música. Os antigos doutorados em Direito e Medicina certamente explicam o uso popular, tanto em Portugal como no Brasil, do tratamento de doutor para os médicos e advogados. Outro resquício medieval é o título de Doutor "Honoris Causa" ("por motivo honorífico"), concedido a qualquer personalidade que uma determinada universidade queira homenagear, tenha ou não formação acadêmica.
Independentemente do sentido acadêmico (que implica a defesa de uma tese de doutoramento), uma indiscutível aura de respeito e deferência cerca o vocábulo doutor, como podemos ver nos reflexos que deixa no vocábulo douto, que indica o erudito, o sábio, o profundo especialista em determinada área. Por outro lado, o pedantismo e a atitude aristocrática de alguns doutores explica também por que chamamos de "tom doutoral" aquele tom sentencioso, muitas vezes pedante, de quem pensa que está dando lições de sabedoria.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
ATÉ QUANDO ?!
(...)
Muda! Que quando a gente muda, o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda, ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro.
Na mudança do presente a gente molda o futuro.
Até quando você vai levando porrada?
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?
Boa letra.
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